sábado, 1 de fevereiro de 2014

contra o politicamente correto nas artes


Não é difícil perceber o desejo de certos grupos de intelectuais pregando o fim disso ou daquilo nos estudos acadêmicos, especialmente nos guetos dos departamentos de letras, e especialmente sobre literatura, isto, no entanto, não é difícil mesurar, já que os estudos dentro do espaço acadêmico vivem em torno da morte desta ou daquela teoria. Em tese, ou nas inúmeras teses que se avolumam ano a ano, a ideia é que o novo é sempre melhor, mesmo que não seja quase nunca assim. Os críticos de arte e literatura que encontramos no espaço acadêmico precisam movimentar-se sempre com extrema urgência, caso contrário estarão na iminência de corte radical com o que há de mais atual dentre as inúmeras eminências pardas do saber intelectual acadêmico. E as obras ... AH, o que se pode dizer de algo que precisa falar de dentro de si própria e não exatamente dos saberes indestrutíveis da mais efêmera das teorias da moda, mas... ah, a obra que perdura só continua entre nós porque é ela mesma que nos evidencia, através de suas falhas, de suas margens e contradições o que o crítico de antemão foi e será eternamente incapaz de perceber.

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