Não é difícil perceber o desejo de certos grupos de
intelectuais pregando o fim disso ou daquilo nos estudos acadêmicos, especialmente nos guetos dos departamentos de letras, e especialmente sobre
literatura, isto, no entanto, não é difícil mesurar, já que os estudos dentro
do espaço acadêmico vivem em torno da morte desta ou daquela teoria. Em tese,
ou nas inúmeras teses que se avolumam ano a ano, a ideia é que o novo é sempre
melhor, mesmo que não seja quase nunca assim. Os críticos de arte e literatura
que encontramos no espaço acadêmico precisam movimentar-se sempre com extrema
urgência, caso contrário estarão na iminência de corte radical com o que há de
mais atual dentre as inúmeras eminências pardas do saber intelectual acadêmico.
E as obras ... AH, o que se pode dizer de algo que precisa falar de dentro de
si própria e não exatamente dos saberes indestrutíveis da mais efêmera das
teorias da moda, mas... ah, a obra que perdura só continua entre nós porque é
ela mesma que nos evidencia, através de suas falhas, de suas margens e
contradições o que o crítico de antemão foi e será eternamente incapaz de
perceber.
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