segunda-feira, 18 de abril de 2016

     A literatura e a solidão que ela nos proporciona é o que nos salva do perigo que é viver em sociedade. A maior utopia para quem lê ou para quem escreve é fazer com que essa linguagem se torne a escritura do desaparecimento. Quando a linguagem desaparece o que emerge em seu lugar é uma outra possibilidade, não uma possibilidade de vivermos melhor junto aos outros, mas uma possibilidade de vida interior, provavelmente nem melhor nem pior que aquela que nos habituamos na poeira do dia-a-dia, mas o fato é que essa outra possibilidade faz toda a diferença e faz tudo valer a pena para quem percebe o valor da vida interior.

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